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domingo, 25 de junho de 2017

CACIMBA DE POESIA

CACIMBA DE POESIA
1
Na cacimba da poesia
Eu meti minha cumbuca
Cada cuiada que dou
Mais verso brota da cuca
Pra cacimba renovar
Estou sempre a esgotar
Sou eu mesma quem cavuca.
2
Vou cutucar meu passado
Palestrar sobre meu chão
Pra falar da minha terra
Tenho boca de surrão
Dela retiro a tramela
Escancarando a janela
Eu descortino o sertão.
3
Eu nasci nas Ipueiras
Também me criei por lá
Tibunguei muito no rio
Já pesquei de landuá
E no meio da futrica
Pulava da oiticica
Nas águas do jatobá.
4
No caminho para o rio
Só singela brincadeira
Brincava com a malícia
A plantinha dormideira
Canapum eu estourava
A mutuca eu espantava
Na meninice brejeira.
5
Meu caminho era florido
Nas veredas muçambê
Com flores de espirradeira
Eu montava meu buquê
Nas cercas as jitiranas
Chão bordado de chananas
E eu delas a mercê.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

NEM CANTA NEM LARGA A VIOLA

NEM CANTA NEM LARGA A VIOLA
*
Você diz que canta bem
Tem bico de passarinho
Cala qualquer cantador
Que cruzar o seu caminho
Amigo não leve a mal
Quem canta que nem pardal
Só cisca e caga no ninho.
*
Você só tem é zoada
Não passa dum fanfarrão
Só faz barulho e mais nada
Eu cheguei à conclusão
Não toca bem a viola
Na rima sempre se atola
Erra a metrificação.
*
A sua voz é fanhosa
Pois só sai pelo nariz
O povo não compreende
Aquilo que você diz
Porém só quer ser as pregas
Inda manga dos colegas
Com seu deboche infeliz.
*
Para cantar com você
Mesmo que seja sabido
Quem sabe esquece o que sabe
E logo fica perdido
O pensamento se enrola
Não sai nada da cachola
Só sendo doido varrido.
*
Versos de Dalinha Catunda.

Xilo de Cícero Lourenço.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

CHITÃO DE ZECA FRAUSINO 2017


CHITÃO DE ZECA FRAUSINO 2017
*
Na quadra do Corte Branco
Tem forró e animação
Com Gilson e Edmar
Abraçando a tradição
Que deixou Zeca Frausino
O bom forró nordestino
O seu famoso chitão.
*
Simpatia do Forró
Vem tocar no forrozão
Com o Celsinho Real
Do Forró e animação!
O forró é arretado
Lá ninguém fica parado
Venham pra comprovação.
*
Versos de Dalinha Catunda.


QUE SÃO JOÃO NÓS TEMOS?



QUE SÃO JOÃO NÓS TEMOS?
*
Hoje o nordestino pede
De volta o seu São João
Porém vejo que esqueceu
De cultivar tradição
Em busca de novas trilhas
Trocam as velhas quadrilhas
Por luxo e ostentação.
*
As quadrilhas são temáticas
Perderam a singeleza
Se apresentam com requinte
No cortejo tem princesa
Na verdade já descamba
Para uma escola de samba
Competindo com riqueza.
*
Numa vestimenta cara
O farto brilho conduz.
No cabelo penteado
Custoso adorno reluz.
Aquela festa brejeira
Onde brilhava a fogueira
A só cinza se reduz.
*
Cadê o velho São João
Festejos de antigamente
O casamento matuto
Com jeito de nossa gente
A dança e a simpatia
Que no passado havia
Agora é tão diferente.
*
Não tem mais chapéu de palha
E nem camisa estampada
O homem não usa mais
Sua calça remendada
A canção de Gonzagão
Já não anima o São João
Vejo a coisa bem mudada.
*
Nas quadrilhas não tem mais
Nossa cabocla bonita
Com as pintinhas na cara
Com seu vestido de chita
Com seu cabelo trançado
Na trança de cada lado
O seu lacinho de fita.
*
Quem quer o São João de volta
Exercita a tradição
Preserva sua história
Antes da reclamação
Sua cultura propaga
Da memória não apaga
Costumes e tradição.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda







sexta-feira, 9 de junho de 2017

Heroínas Negras Brasileiras, em 15 cordéis



Compareci representado o CORDEL DE SAIA ao lançamento do livro Heroínas Negras Brasileiras, em 15 cordéis, de Jarid Arraes. O evento foi realizado na Blooks Livraria do Botafogo, no Rio de Janeiro, a partir das 19:30h. São 15 cordéis

O livro, uma edição de 176 páginas, ricamente ilustradas, por Gabriela Pires, traz para a cena as mulheres negras que marcaram a história e a cultura brasileira.  Jarid Arraes chega com o pioneirismo de trazer para a cena da história brasileira quinze mulheres negras que fizeram a diferença num mundo em que o heroísmo sempre foi masculino e branco. A escolha da literatura de cordel para veicular a saga das heroínas negras no Brasil estabelece um elo com as primeiras autoras de literatura de cordel.

A mulher, no início do século XX, quando os folhetos de cordel proliferaram no Nordeste, na ausência de jornais, rádios e televisão, era descrita como: princesa – obediente e calada diante dos valores paternos, da sociedade e da religião; mãe devotada, esposa exemplar - àquela que protege o lar e filhos dos perigos, defensora da moralidade. O contrário disso era descrito como perigos para a manutenção da estrutura familiar. A mulher que se atrevesse a elaborar versos de cordel era vista como em luta contra o diabo, a serpente e, isto como castigo por suas ações. Valia a repetição da quadra popular abaixo:
“Menina que sabe muito
É menina atrapalhada,
Para ser mãe de família,
Saiba pouco, ou saiba nada.”

Uma das primeiras descobertas de mulher autora de cordel foi, em 1938, Altino Alagoano, pseudônimo de Maria das Neves Batista Pimentel, filha do poeta e editor Francisco das Chagas Batista, com o título O viulino do diabo ou o valor da   honestidade. [S.l.]: MEC/Pronascec Rural - SEC/Pb - UFPb - Funnape, 1981.48 p. Maria das Neves Batista Pimentel como a heroína de sua história, também precisou travestir-se de homem para que  seu folheto fosse aceito.


Texto: Rosário Pinto
Foto: Alvinéa Caniço

quinta-feira, 8 de junho de 2017

CORDEL NO IFRJ
Hoje, eu e Rosário pinto, participamos de uma mesa redonda no Instituto Federal do Rio de Janeiro, debatendo sobre o livro Cordelizando a Inclusão. Um livro de literatura de cordel em braile, do qual participei falando sobre homossexualidade e da violência contra a mulher.
Antes, também no IFRJ, ministramos uma oficina sobre literatura de cordel. Aos pouquinhos os espaços vão se abrindo para o cordel na Cidade Maravilhosa.

Dalinha Catunda

segunda-feira, 5 de junho de 2017

SANTO ANTÔNIO OU SÃO GONÇALO?

SANTO ANTÔNIO OU SÃO GONÇALO?
*
Meu querido Santo Antônio,
Não perca oportunidade
De me arranjar um marido.
Estou falando a verdade!
Ou apelo a outro Santo,
Que me faça a caridade.
*
Há tempos que lhe recorro,
Sem ver qualquer resultado.
Pelo jeito o senhor anda
Desatento ou relaxado.
Ou tendo tantos pedidos,
Foi deixando o meu de lado.
*
Acho que o senhor é mesmo,
Um santinho do pau oco.
Eu peço, suplico, imploro
Só ainda não dei soco
Para atender meu pedido
E me tirar do sufoco.
*
Só que agora eu descobri,
Que o senhor tem concorrente.
Um santo casamenteiro,
Que é menos exigente,
Que se chama São Gonçalo,
E é muito eficiente.
*
Diz o povo que ele casa
Mulher de qualquer maneira:
A donzela, a desquitada,
Viúva e até mãe solteira,
As que já passaram da idade,
E quem é  raparigueira.
*
Por isto, meu Santo Antônio,
O senhor preste atenção:
Me arrume um bom casamento,
Ou mudo de devoção.
Vou procurar São Gonçalo
Já cansei de embromação
*
Não há solteira que aguente,
Essa sua lentidão.
São Gonçalo desempenha,
Muito melhor a função,
E por não ser exigente
É veloz na solução.
*
Santo não faz diferença
Na hora do matrimônio.
Me arranjo com São Gonçalo,
Se vacilar Santo Antônio
Se eu ficar no caritó
Faço o maior pandemônio.
*

Versos e foto de Dalinha Catunda

domingo, 4 de junho de 2017

SOCIEDADE DOS POETAS DE BARBALHA ONTEM, HOJE E SEMPRE.

SOCIEDADE DOS POETAS DE BARBALHA
ONTEM, HOJE E SEMPRE.
1
A dona musa agradeço
Por me dar inspiração
Para falar de Barbalha
De poeta e tradição
Para avivar a saudade
Que guarda a Sociedade
De José Sebastião.
2
Nesses meus versos sentidos
Nesse meu cantar saudoso
Vou prestar minha homenagem
Sem fazer verso pomposo
Ao nosso Zé presidente
Sempre muito eficiente
Ser humano prestimoso.
3
A cultura ficou órfã
Deste homem de valor
Um poeta dedicado
Um excelente gestor
E que tinha como meta
Agregar cada poeta
Sem jamais se indispor.
4
Um sorriso de menino
Com seu ar de timidez
Tinha a força dum gigante
Sobrava-lhe sensatez
Para seguir adiante
Como grande comandante
Altivo em tudo que fez.
5
Na saga desse guerreiro
A sua grande batalha
Foi sim, a Sociedade,
Dos Poetas de Barbalha
A ela se dedicou
Com muita garra lutou
Sem ser só fogo de palha.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

SOU SEM GRUPO

SOU SEM GRUPO
*
Eu acho muito engraçado
Bem irônico esse papel
Vejo gente no cordel
Sem entender do riscado
Mandando ficar calado
Quem expõe seu pensamento
Falando deste momento
Que assola toda nação
Tolher não é solução
É só falta de argumento.
*
Quem de paraquedas cai
Numa instituição
Ser a dona da razão
É coisa que não atrai
Quem direito subtrai
Negando a democracia
Somente atrai rebeldia
Nesse grupo entro não
Essa é minha opinião
Muito obriga e bom dia!
*
Versos e foto de Dalinha Catunda



quarta-feira, 24 de maio de 2017

DAS ANDANÇAS CULTURAIS











DAS ANDANÇAS CULTURAIS
Passei quase dois meses no Ceará, cumprindo uma agenda cultural e aproveitando um pouco da invernada.
O primeiro evento foi o lançamento do cordel “Centenário de Pedro Martins Aragão”
Dentro da celebração organizada por Dolores Maria, Neta e filha do coração, do homenageado.

O evento aconteceu no dia 08-04-2017 com a presença de boa parte da sociedade de ipueirense, que prestigiou esse ícone de nossa história.
Nota e fotos do acervo Dalinha Catunda




segunda-feira, 22 de maio de 2017

LUIZ GONZAGA O MENSAGEIRO DO NORDESTINO

LUIZ GONZAGA
O MENSAGEIRO DO NORDESTINO
A musa peço licença,
A Deus pai inspiração,
Recorro também a nossa
Senhora da Conceição,
Para passar com meu verso
Adentrar nesse universo
Onde reinou Gonzagão.
2
Luiz Gonzaga nasceu
Dia de Santa Luzia.
Lá no céu uma estrela
Brilhou quando o rei nascia.
Ele viveu seu reinado
Como ser iluminado
Mensageiro da alegria.
3
Foi o velho Januário
Que seu nome escolheu.
Em homenagem a Santa
Esse nome recebeu.
O filho de Ana Batista
Brilhou muito como artista,
E chegou ao apogeu.
4
Pela sua trajetória
Luiz hoje é lendário.
A história do forró
Escreveu em seu fadário.
Amava seu pé-de-serra,
E a sua querida terra,
Chamava de relicário.
5
Com triângulo e Zabumba,
Sua voz virou rotina.
Viajou pelo Brasil,
Com a sua concertina.
Propagou xote e xaxado,
Andando pra todo lado,
Com a verve nordestina.

sábado, 18 de março de 2017

UM CANTO PRA NOSSA GUERREIRA.

UM CANTO PRA NOSSA GUERREIRA.
*
A guerreira nordestina
É grande em sua luta
Não se abate na labuta
Nem acha que tudo é sina
Com coragem ela ensina
Que devemos prosseguir
Sem pensar em desistir
Ela escancara o sorriso
Mostrando que é preciso
Olhar pra frente e seguir.

Verso de Dalinha Catunda
Foto: Ivonete Morais

sexta-feira, 17 de março de 2017

ABLC presta sua homenagem a Pedro Costa

ABLC presta sua homenagem a Pedro Costa

Ontem, dia 15 de março, primeira plenária de 2017, a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, fez sua homenagem ao nosso companheiro, Pedro Costa que nos deixou prematuramente.
O presidente da ABLC, Gonçalo Ferreira da Silva, falou sobre a passagem de Pedro e de sua importância em várias áreas da cultura popular.
Além do minuto de silêncio, muitos dos poetas que lá estavam, leram suas décimas e as décimas enviadas por poetas do Cariri e do Piauí e da Bahia, em homenagem a Pedro Costa. Madrinha Mena, também emocionada falou da partida de Pedro.
E como já foi falado, a ABLC fará um cordel com versos de seus acadêmicos e com poetas convidados, da Academia de Cordel do Piauí, para assim ficar registrado um pouco da saga deste companheiro que se foi.
Dalinha Catunda.

quinta-feira, 16 de março de 2017



E no país em que tudo é relativo... e vivemos por um fio. .
*
No país do escracho!

Caros amigos, leitores
Olha só que confusão
Em que suruba danada
Foram meter o povão.
Parece coisa do demo
Tamanha complicação
*
Estes governos revoltam.
Com sua democracia
Que na miséria do povo
É pura demagogia
Parecendo até cinismo
Falar em cidadania
*
Todos dizem “Eu não sabia!
E não fui um presepeiro.
Mas, se tem farinha pouca,
Quero meu pirão primeiro!”
O povo vai se ajeitando,
Talvez saia do atoleiro.
*
Voltamos às privatizações,
Com o Estado falido,
E vendendo o patrimônio.
O povo vive aturdido
Sem saber pra onde correr,
Continua oprirmido.
*
Vamos voltar para o tempo
Com a luz de lampião
Que afeta nossa vista
Estraga nosso pulmão
Tudo como conseqüência
Da tal privatização.
*
No ponto em que chegamos,
Não existe “data venha”.
Pois, “salvo melhor juízo”,
Na cozinha eu uso lenha
Cada um faz o que pode
Da forma que lhe convenha
*
Para cumprir a medida
Inventaram uma meta,
No consumo lá de casa,
Parece coisa incorreta
Bisbilhotando a vida
De quem anda em linha reta
*
Até o nosso São Pedro
Recebeu sua incumbência
Providenciar que chova
Pela divina clemência!
Assim ficou de plantão
Sem perder a paciência.
*
Ah! Que saudades que tenho
Dos tempos que já se vão
Toda chuva que caía
Anunciava o trovão
Nosso querido São Pedro
Nem pensava em apagão
*
Há governantes que cuidam
Da saúde do povão
Mas aqui é diferente:
Pois o nosso cidadão
Somente é visto e lembrado
Quando chega uma eleição
*
Sofrendo as ameaças
De ver luzes apagadas
As famílias constrangidas
Ficam sempre aperreadas
Banham-se rapidamente
Usam roupas mal lavadas
*
Não se pode ouvir o rádio
Pois na corrente é ligado
Televisão, nem pensar
O lazer foi controlado
A gente tem que ficar
No escuro e abafado
*
Não consigo entender
A tal globalização
O mundo todo alinhado
O Brasil na contramão
Se isto é globalizar...
Fora, a globalização!
*
Hoje as nossas riquezas
Pelo mundo, empenhadas.
Nossas maiores empresas
Já foram arrematadas
(Em leilões constrangedores)
No país, espoliadas.
*
O distante dirigente
Quando chega a eleição
Beija o povo ardentemente
Chega perto da nação
Foge dele quando vem
O final da votação
*
O Brasil é sempre jovem
Como país do futuro
Vamos chegar à velhice
Em regime muito duro
Nossas crianças vivendo
Sem conforto e no escuro
*
Até mesmo o futebol
Já está prejudicado
Horário em nossos estádios
Agora está controlado
Para se ganhar a copa
O sonho fica adiado
*
Também como anda a vida
Com as coisas escrachadas
Nossa seleção não ganha
Nem dos times de peladas
Só falta agora perder
As copas já conquistadas
*
Nosso país hoje vive
A grande guerra civil
A violência parece
Ser de pólvora um barril
A continuar assim
Morrerão de mil em mil
*
O povo passando fome
E com a barriga vazia
Já perdeu as esperanças
E também a fantasia
Pagando pelos enganos
Com erros em demasia
*
Sem ter a quem reclamar
Paga conta exorbitante
Liga para o ouvidor
Com ouvidos de mercante
Cansado, o povo desiste,
Do sonho de reclamante
*
Quem tem o dom de poeta
Rimando sente alegria
O cordel é uma luz
Que a todo mundo “alumia”
E não existe apagão
Que apague a poesia.
(Rosário Pinto)

quarta-feira, 1 de março de 2017

Lançamento do Cordel Coletivo na plenária de março da ABLC.

Lançamento do Cordel Coletivo na plenária de março da ABLC.
*
Gostaria de avisar aos poetas que participaram do Cordel Coletivo, desenvolvendo o mote de minha autoria: Aqui no Rio de Janeiro/ Mora o cordel nordestino.
Que os cordéis já ficaram prontos. O lançamento será dia 15 de março, na plenária da ABLC.
Endereço: Rua Teixeira de Freitas nº 5 - 3º andar. Cada participante se apresentará lendo sua estrofe.
Quem não for, por favor, avisar, pois estarei entregando os cordéis também. Quem quiser apanhar antes, é só entrar em contato.

Dalinha Catunda

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

NO PASSO DOS VERSOS

NO PASSO DOS VERSOS
*
Nos meus tempos de criança
Muitas quadrinhas eu lia
Nunca tirei da lembrança
As trovas que eu ouvia.
*
O tempo foi se passando
Logo saí da cartilha
Peguei o rumo dos versos
E fui seguindo essa trilha
Em pouco tempo saí
Das trovas para sextilha.
*
Fui gostando achando bom
Também fui “pegando pilha”
Acabei até fazendo
Meus versos para quadrilha
Metrificando e rimando
Bons conselhos escutando
Eu alcancei a setilha.
*
As mangas arregacei,
Nas oitavas eu cheguei,
Se no caminho pequei
Não foi falta de oração
Eu posso dizer até
Em meus versos boto fé
Caprichei em cada pé
Eis aqui o meu quadrão.
*
A décima tão querida
Foi a última a chegar
Veio para me encantar
Minha estrofe escolhida
Muitas vezes requerida
Na hora da criação
Com mote e inspiração
Sai uma glosa perfeita
Assim fico satisfeita
E termino a preleção.
*

Versos e fotos de Dalinha Catunda