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quinta-feira, 29 de março de 2012

Quando eu ia ela voltava, quando eu voltava ela ia


MOTE
"Quando eu ia ela voltava
Quando eu voltava ela ia."
+
Conheci uma fulana
Que no álcool era tal.
Eu nunca vi coisa igual
O nome dela era Ana.
Que gostava d’ uma cana
Todo mundo já sabia.
Quando a danada bebia
 Logo ziguezagueava
Quando eu ia ela voltava
Quando eu voltava ela ia.
+
Décima de Dalinha Catunda
direto de Ipueiras - Ceará
Gravura do trisbrasil.blogspot.com

sexta-feira, 23 de março de 2012

MEU VERSO - Dalinha Catunda e João Nicodemos

Da esquerda para direita: Josenir Lacerda, Miguel, João Nicodemos, Nezite Alencar e Dalinha Catunda

 MEU VERSO
*
O meu verso é minha vida,
Gotas de contentamento,
Que jorram d’uma cacimba,
Que atende por pensamento.
Cada verso que germina
A minha estrofe ilumina
 Dando luz ao argumento.
*
Dalinha Catunda
*
O meu verso, minha lira
Meu prazer, meu compromisso
É fogo que não expira
Eu, porém não vivo disso
Mas lhe digo bem agora
Na verdade que aflora
Também não vivo sem isso.
*
João Nicodemos
 *
O QUE É SEU VERSO?

A foto é de Dalinha Catunda,
Na casa de Nezite Alencar que nos convidou para um delicioso lanche

quinta-feira, 22 de março de 2012

A ILUSTRE CRIA DE ROSÁRIO


Maria Rosário Pinto, responsável pela Cordelteca – Memória da literatura de cordel, da Biblioteca Amadeu Amaral/CNFCP/IPHAN/MINC, saiu-se muito bem em sua primeira investida na arte de escrever cordel e não poderia ser diferente ela estava preparada para tal.
O folheto "Catalogação de cordel" de sua autoria, foi classificado no Prêmio Mais Cultura 2010 – Edital Patativa do Assaré, ficando em 28° lugar, o que para mim não foi novidade, pois sei do conhecimento e da capacidade que Rosário possui para merecer esta premiação.
Quando criei o blog Cordel de Saia e a convidei para participar do mesmo, sabia que poderia contar com sua capacidade de transmitir através do blog as informações que ela vivência na rotina do seu trabalho tal como fez no folheto citado.
Quero parabenizar Rosário por este valioso prêmio que certamente será um grande incentivo para sua caminhada futura rumo a Literatura de cordel.
Adquira o folheto através dos e-mails: 
rosario.folclore@iphan.gov.br e rosariuspinto@gmail.com
Texto de Dalinha Catunda
Imagens de Rosário Pinto

quarta-feira, 21 de março de 2012

QUER BRINCAR DE VERSO? É SÓ CHEGAR!


DALINHA CATUNDA

A vida no interior
Tem um sabor diferente
No tempo da meninice
Eu vadiava contente
Hoje o passado perfuma
A estrada do meu presente

MANIÇOBA
Quando menino eu brincava,
De matuto e de tropeiro,
As cangalhas eu fazia,
Com os frutos do Pereiro,
E o curral dos animais,
Debaixo de um Juazeiro.

DALINHA CATUNDA
Quando criança brinquei
De casinha e de peteca
De roda e de pular corda
Brinquei também de boneca
Eu tibungava no rio
A vida era um desafio,
E eu era muito sapeca.

FRED MONTEIRO
Se for pra lembrar eu lembro
se for pra brincar eu brinco
dois mais dois nunca foi quatro
diz Caetano que são cinco
de boneca em coleção
Dalinha guarda um montão
bate a porta e fecha o trinco
*


DALINHA CATUNDA
Por bonequinhas de pano
Eu sempre tive paixão
Bem guardada a sete chaves
Tenho minha coleção
Muitas delas eu ganhei
E com carinho guardei
Pra lembrar do meu sertão.
*
ROSÁRIO PINTO
Eu também quero brincar
Nesta roda poetar.
Jogo de Cinco Marias,
Só saudade, em seu lugar
Brinquei tanto na infância,
Q’inda guardo na lembrança
A memória avivar.

Foto de Dalinha Catunda

terça-feira, 20 de março de 2012

História feita de emoção, por Maria do Rosário Lustosa


Há algum tempo matutava em fazer uma nota para a obra de Maria do Rosário Lustosa, poeta popular, natural de Juazeiro do Norte, é cordelista daquelas de “musa cheia”, como diziam os primeiros poetas, que trouxe a lume uma publicação primorosa, em que narra em sextilhas, de sete sílabas métricas a saga da formação da cidade de Juazeiro do Norte, desde os seus primórdios, quando era apenas um simples povoado, até nossos dias em que se mostra produtiva e esplendorosa.

Inicia sua trajetória em versos situando a geografia privilegiada da zona do Cariri, desde o início do século XVII. Fala da presença dos índios que deram origem ao nome CARIRI. Enumera todas as regiões e suas riquezas naturais e de terras agricultáveis, constituindo um grande Parque em biodiversidade.

Seu livro é dedicado ao povo de Juazeiro, ao padre Cícero Romão Batista e aos romeiros, que para lá acorreram e acorrem até os dias atuais em agradecimento às beneces obtidas, por meio do padre Cícero. Levam oferendas e acampam na cidade em orações.

A cidade teve início, como nos conta a autora com a chegada do padre Pedro Ribeiro, com a construção de um pequeno vilarejo ao lado de três juazeiros. Ali foi construída uma capelinha, que mais tarde se tornaria a Matriz de Juazeiro.
Em 1830, o lugarejo torna-se povoado e em 1837, chega ao povoado o padre Cícero Romão Batista, mais que um homem, um mito, com a missão divina de transformá-lo em cidade.

A vida do padre Cícero é cercada de mistérios, como toda aquela região. Em 1889, configura-se o milagre da hóstia, que mudaria para sempre a rotina de Juazeiro do Norte e a vida do padre Cícero, quando Maria de Araújo ao comungar pelas mãos do padre, verte sangue em sua boca - configura-se o milagre da hóstia. Desde então, para lá acorrem romeiros de todo o Nordeste e do país em busca de curas para seus males e conforto para os infortúnios. Buscam alcançar as graças mais básicas da condição humana – saúde, alimento, trabalho e paz.

A fama do padre capaz de realizar milagres cruzou o país e as fronteiras. Os episódios chegam à cúpula da Igreja Católica, que decide pela excomunhão do padre Cícero. Apesar de tudo, o povo não abdica de seguí-lo e aceitar seus conselhos, devotando-lhe total lealdade.

Maria do Rosário Lustosa dedicou anos a esta pesquisa que possibilitou narrar toda a saga de uma cidade e seu principal representante – sua formação, as características geográficas, culturais e sociais da população que ali fixou raízes - as personalidades que contribuíram para o engrandecimento do lugar e afirmação da sua reputação. Foram médicos, comerciantes, fazendeiros e, até mesmo bandoleiros.

Toda a narrativa em versos é fértil em informação, documentação e recheada de emoção. Página a página somam-se os fatos mais significativos que constituem a bela história de Juazeiro do Norte. É uma leitura leve, porque em versos rimados e metrificados, mas DENSA em emoções, deixando claro que a cidade está de portas abertas para receber romeiros e visitante curiosos pela vida do padre que fez de Juazeiro do Norte uma das cidades mais importantes da zona do Cariri.

Ler os versos de Maria do Rosário Lustosa informa, esclarece fatos e, principalmente EMOCIONA! Para ela fica o singelo acróstico:

Rosário Lustosa é
Organizada nos versos,
Soma amor e emoção.
Assídua, sem controversos.
Real em suas pesquisas,
Intervenções bem concisas,
Os poemas são diversos 
*
Luta pela história.
Usa de sua memória.
Salve seu Juazeiro!
Toma nota decisória.
Ousada em seu diário.
Segue o abecedário,
Acompanha a trajetória.
*
(Maria Rosário Pinto, sua Xará)
Rio, 20 de março de 2012.

Deixe AQUI seu comentário ou envie para cordeldesaia@gmail.com,para adquirir: rosariodocordel@hotmail.com

segunda-feira, 19 de março de 2012

SÃO JOSÉ - SANTO DO DIA


O SERTANEJO E SÃO JOSÉ
*
Sertanejo fervoroso
Nunca perde sua fé
Quando vê que falta chuva
Apela pra São José
E quando o céu escurece
E a água do alto desce
Ele agradece de pé.
*
Levanta as mãos para o céu
A chuva molha seu rosto,
A esperança brotando,
Afasta o qualquer desgosto,
Pois renasce a alegria
Que aos pouco contagia
Como já era suposto.
*
Texto: Dalinha Catunda
Site desta imagem: portalbaw.com.br

sábado, 17 de março de 2012

Cante de lá que canto de cá - Anizio Santos e Dalinha Catunda

ANIZIO SANTOS E DALINHA CATUNDA
CANTAM A SAUDADE
*
Até os poetas sofrem/
Quando se fala em saudade/
Este mal que nos invade/
E às vezes dela é refém/
Quando se perde um alguém/
Quanto mais um sertanejo/
Que longe dos seus ensejos/
Deixou na terra querida/
Grande amor de sua vida/
Os seus planos e desejos./
Anizio Santos
Campina Grande
*
A saudade quando bate,
Bem forte dentro do peito
É choro molhando o leito.
Naquele bate e rebate
Todo forte se abate
Cheio de lamentação,
E vai perdendo a razão,
E se acabando na dor
Chorando por um amor,
Que machuca o coração.
*
Dalinha Catunda
Rio de Janeiro
*
Xilo: Matriz Nordeste

sexta-feira, 16 de março de 2012

Sala de vistas recebe EDMILSON SANTINI

Caros amigos, leitores.
Mais um folheto legal
Santini vem nos mostrar
De forma conceitual
Explicando a teoria
Em linguagem teatral
Que o cordel é universal!
(Rosário Pinto)

Você sabe o que é rima?
Rima é como estou falando:
Um verso embaixo, outro em cima,
A gente vai arrajando...
Se por exemplo, eu digo:
Que a paz conte comigo.
Eu aqui já estou rimando.

O digo comigo rima
Já que a sílaba final
Da palavra, dá um clima
De sonoridade que igual.
Rima bem no fim do verso.
Fazendo rima, eu converso
Com vocês e coisa e tal.

Nisso já tem poesia.
Poesia é natureza,
E natureza daria
Boa rima com beleza!
Daí se forma o poema,
Que desenvolbe o tema.
Agora, por gentileza...

Vejam este pequenino
Folheto na minha mão,
Que brincando igual menino,
Voa dando explicação:
É folheto de Cordel.
Tudo escrito em bom papel.
Na capa a ilustração."
(...)
(Edmilson Santini)
Poeta popular, compõe seus versos voltados para a encenação teatral. Criador da Companhia Teatro em Cordel, que objetiva a apresentação de peças teatrais com base nos versos da poesia de cordel.
Santini, Edmilson. Leblon: encantos e areia em cordel. Rio de Janeiro, RJ: [s.n., 200-]. 16 p.
Adquira com o autor : teatroemcordel@teatroemcordel.com.br e leia, na íntegra!!! 
*
Deixe AQUI seu cometário ou envie para 
cordeldesaia@gmail.com

quinta-feira, 15 de março de 2012

MOMENTO ABLC


PRIMEIRA PLENÁRIA NA ABLC EM 2012
A primeira Plenária de 2012 da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel acontecerá domingo dia 18 de março as 16h00min. Será no domingo em consideração ao grande Campinense, poeta da casa que por motivo de tratamento de saúde só poderá participar aos domingos.
Na plenária de domingo entre muitos assuntos abordados, será apresentado o calendário de 2012.
A novidade maior é que a ABLC criará um quadro direcionado aos pesquisadores, creio que assim, teremos os quadros mais bem definidos, com cada membro em seu respectivo lugar.
SOBRE A ACADEMIA
“A Academia Brasileira de Literatura de Cordel, foi fundada no dia 7 de setembro de 1988. Na diretoria, assim constituída, eram somente três os cordelistas: o presidente, Gonçalo Ferreira da Silva, o vice, Apolônio Alves dos Santos e o diretor cultural, Hélio Dutra.”
Fonte: ABLC – foto ABLC
Texto Dalinha Catunda