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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

CHICA UMA FLOR DO CARIRI

CHICA UMA FLOR DO CARIRI
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A Chica amiga e parceira,
É do “FLOR DO CARIRI”
Canta dança e é faceira
Só cozinha com pequi.
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Chica faz chapéu de couro
Bolo feito com fubá
Já provei é só o ouro
Tradição no Ceará.
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E em “Bolsa de Mulher”
Esnoba e se faz de Rica
Fazendo bem o que quer
A atriz chamada Chica.
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Chica é flor sem espinho
No grupo de tradição
A Chica com meu carinho
Eu faço essa louvação.
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Versos e Fotos de Dalinha Catunda

Parabéns, saúde e muitas felicidades Hoje e sempre Chica.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

OBRIGADA, JUNINA ALEGRIA DO SERTÃO


OBRIGADA, JUNINA ALEGRIA DO SERTÃO
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Uma surpresa agradável
Me deixou emocionada
Por ideia de Franzé
Eu fui homenageada
“ALEGRIA DO SERTÃO”
Grupo que dança São João
Fez uma festa arretada.
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Foi replena de alegria
Que o convite eu aceitei
Na Praça do Vamos Ver
Com gosto me apresentei
A praça ornamentada
Completamente tomada
Comoveu-me pra valer.
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Teve rifa, teve bingo,
Como manda a tradição
Teve creme de galinha
Mungunzá na ocasião
No cenário pote e chita
A praça estava bonita
Chamava mesmo atenção.
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E o evento começou
Com a roda de leitura
“CACIMBA DE POESIA”
Trazia nossa cultura
Os jovens lendo cordel
Fizeram belo papel
Não faltou desenvoltura.
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Eu fiquei emocionada
Na hora de me exibir
Às vezes até dava branco
Mas não deixei de sorrir
A plateia era primeira
Entrava na brincadeira
Escorreguei sem cair.
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Ali me reconheci
No meio da minha gente
Moro no Rio de Janeiro
Porém não sou diferente
Trazer meu cordel pra praça
Ver o povo achando graça
Me deixou muito contente.
*
Vi os jovens engajados
Pensando na tradição
Vi o esforço de Franzé
Pra manter a união
Do grupo que ele escolheu
Determinado acolheu
Para botar em ação.
*
Boas atrações tivemos
Na noite tão animada
Os versos de dona Iracema
Lidos naquela empreitada
Também Nicolle Oliveira
Que nos versos faz carreira
E está bem encaminhada.
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Quero aqui agradecer
O meu amigo Edgar
Que passou o tempo inteiro
Sempre a me fotografar
As fotos aqui postadas
Foram por ele tiradas
Vive sempre a me agradar.
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Franzé, meu muito obrigada.
Pela consideração
Pela bela homenagem
E pela divulgação
Do cordel literatura
Arte da nossa cultura
Que canta o nosso sertão.
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Versos de Dalinha Catunda
Fotos de Edgar Silva







CORDEL EM IPUEIRAS



Da agenda Cultural em Ipueiras
A convite da professora Juscelina Bonfim, participei da IV FEIRA DE CIÊNCIAS EEEP DARIO FONTENELE 2017, no Stand Letramento.
Dentro das atividades culturais tivemos apresentações de cordel, poema, conto e música enriquecendo o espaço muito bem decorado para ocasião.
No segundo momento, o CHÁ LITERÁRIO trouxe uma significante roda de conversa sobre literatura, com abordagem, maior para a Literatura de Cordel.
Finalizamos na TENDA DA OFICINA, oficina com professores da área de linguagem sobre Letramento Literário.
Fiquei muito contente com o convite. Declamei para os alunos, debati sobre literatura de cordel e participei da oficina literária.
Poder repassar meus conhecimentos sobre cordel, abrir as portas para nossa cultura popular, repassar que somos uma literatura popular, sim, mas que, acima de tudo temos regras e para que seja cordel, o poeta que escreve tem que seguir o que reza a cartilha dessa literatura ou não é cordel.
Meus agradecimentos a professora Juscelina Bonfim e através da mesma quero parabenizar a todos que lá estavam participando deste importante projeto.
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Dalinha Catunda 

terça-feira, 31 de outubro de 2017

UM CANTO PARA MACIÇO DE BATURITÉ


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UM CANTO PARA MACIÇO DE BATURITÉ
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A sombra d’ uma mangueira
Ao calor do pensamento
Com o olhar fixo no nada
Reflete sobre o momento
Conjectura sobre vida
Abre e magoa a ferida
Em minutos de lamento.
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Deixa a maleta de lado
Aberta largada ao chão
Enquanto bate no peito
As cordas do coração
Que pulsam pelo país
Sem conseguir ser feliz
Sem entender a nação.
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A paz está no seu corpo
Entintando a vestimenta
Pois a guerra em cada esquina
É algo que lhe atormenta
Sentindo essa imprecisão
Sonha com a solução
E a realidade lamenta.
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Foto de Tranqulino
Versos de Dalinha Catunda

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DESENHANDO SONHOS


DESENHANDO SONHOS
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Mesmo sendo tão alegre
Tenho cotas de tristeza
Não tenho a senha da mágica
Que me garanta a certeza
Que ares de felicidade
Possam vir sem tempestade
Soprando apenas nobreza.
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Entre tristeza e alegria
Vou labutando na lida
Jamais ficarei amarga
Os versos me dão guarida
As estações que se alternam
Acordam sonhos que hibernam,
E dão luz a minha vida.
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E se hoje o vento leste
Que chega desatinado
Resolver jogar por terra
O meu castelo encantado
Sem ligar pra insensatez
Desenho tudo outra vez
Refaço o sonho dourado.
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Versos e foto de Dalinha Catunda

QUEM MEXE COM ROSAS ÁS VEZES SAI PICADO

QUEM MEXE COM ROSAS ÁS VEZES SAI PICADO
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JOSÉ WALTER
Quem é rosa não se queixa
Pela falta de carinho
Pelo prazer sempre deixa
Sentir o pico do espinho.
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DALINHA CATUNDA
Sou rosa não me abespinho
Nem fujo da picadura
Se tem zangão no caminho
Lhe apresento a sepultura
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JOSÉ WALTER
“O cravo brigou co’a rosa”
Por um singelo desejo
De uma atitude amorosa
Traduzida por um beijo.
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DALINHA CATUNDA
Depois de um acoleijo
A rosa ficou zangada
O cravo roubou um beijo
Completando a presepada.
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JOSÉ WALTER
Vivendo em uma redoma
A rosa não é amada
Pois amor é o que soma
Na paixão compartilhada
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DALINHA CATUNDA
A rosa bem assanhada
Não vivia em desalento
Só vivia arrepiada
Pois se entregava ao vento.
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JOSÉ WALTER
Vou fazer uma pilhéria
Com Dalinha, provocada:
Não existe mulher seria
Porém , mulher mal cantada.
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DALINHA CATUNDA
Existe mulher malvada
Que bate em mau cantador
Que canta e não é de nada
E acha que é professor.
*
.JOSÉ WALTER
Quem se diz rosa sem cravo
Um motivo sempre há
Não existe mel sem favo
Pois só recebe quem dá.
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DALINHA CATUNDA
Sou rosa do Ceará
Bela flor de muçambê
O mel que em mim está
Não estará em você.
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JOSÉ WALTER
Sobre a mulher, o preceito
Lá na Bíblia está escrito
De obediência e respeito
Ao homem, como descrito.
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DALINHA CATUNDA
O respeito é restrito
Desde os tempos de Adão
Eva soltou o “priquito”
Pro homem entrar em ação
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JOSÉ WALTER
Ainda no paraíso,
Eva mandava em Adão
Com seu jeito sem juízo
Para Deus, sem solução.
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DALINHA CATUNDA
É a mulher no sertão
Foi Eva no Paraíso
Tomando sua direção
Para não ter prejuízo.
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JOSÉ WALTER
Impossível existir
Uma rosa sem perfume
Ou u’a mulher sem sentir
Pelo seu cravo ciúme.
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DALINHA CATUNDA
Meu amigo se acostume
E vá mudando de prosa
Não venha com seu estrume
Pra não chatear a rosa.
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JOSÉ WALTER
Às poetisas, parceiras
Mando aqui algumas trovas
Feitas como brincadeira
Que na peleja são novas.
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DALINHA CATUNDA
Não sei se passei nas provas
Dessa peleja em quadras
Também não sei se me aprovas
Ou como louca me enquadras.
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Trovas de Dalinha Catunda e  José Walter.
Foto de Dalinha Catunda

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sábado, 28 de outubro de 2017

Mulheres Cordelistas: as histórias e a contemporaneidade


Dia 24 de outubro 2017, a convite da bibliotecária Cláudia Gomes Canto, Eu e Dalinha Catunda participamos de palestra, representado o CORDEL DE SAIA, realizada na Biblioteca Escolar Municipal do Engenho Novo. A receptividade foi excelente.
Trabalhamos as noções básicas da literatura de cordel:
- sua história, a riquezas das expressões poéticas, as principais formas de composição (quadra, trova, sextilha e setilha), a trajetória do verso cantado para o verso impresso, as fontes de pesquisas (sites e blogs), locais de aquisição, a participação da mulher como autora; e, o valor social que a literatura de cordel agrega, tanto na escola como na família.
O debate foi recheado de versos em que ressaltamos o papel da mulher na literatura de cordel e a evolução da condição de mulher com tema dos grandes romances do início do século XX.
 __ retratada pela ótica masculina como a mãe zelosa, a filha recatada e a esposa exemplar. Em 1938, Maria José das Neves Batista Pimentel publica o primeiro romance de cordel, intitulado O viulino do diabo ou o valor da honestidade, mas... sob a alcunha de seu marido Altino Alagoano. Dessa forma, entendia que seria bem sucedida na venda em feiras populares.
Somente por volta dos anos 70 surgem as primeiras publicações de mulheres cordelistas com temática e linguagem própria de mulheres retratando seus anseios, desejos, modo de olhar o mundo e a inserção no mercado de trabalho.

Leia aqui na íntegra

Altino Alagoano [Maria das Neves Batista Pimentel] O viulino do diabo ou o valor da honestidade.  [S.l.]: MEC/Pronascec Rural - SEC/Pb - UFPb - Funnape, 1981. 48 p.